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O Batelão, de seu verdadeiro nome "Cantanhede", fazia parte de uma composição de três embarcações, dois batelões, o "Cantanhede" e o "Micaelense", e o rebocador "Marialva" ao comando.
O rebocador "Marialva", construído em 1937, encontrava-se registado em nome da SOFAMAR, Sociedade Fainas de Mar e Rio e deslocava cerca de 111 toneladas. Júlio Fernandes Parracho era, desde há muito, o seu comandante e encontrava-se a bordo nessa fatídica noite onde, juntamente com os restantes membros das tripulações das três embarcações, encontrou o seu destino final.
Zarparam de Setubal com destino ao Porto com um carregamento de cimento, quando, à chegada ao destino, encontraram um violento temporal, que causou o naufrágio e a morte dos seus 17 tripulantes. A tripulação do "Marialva" era composta por 9 elementos, a do "Cantanhede" era constituída por 4 elementos e a do "Micaelense" era constituída também por 4 elementos. Aconteceu na madrugada do dia 7 de Dezembro de 1959.
Diz-se que, devido ao temporal, os batelões começaram a meter água e a afundar. Os homens tentaram libertar-se, sem sucesso, dos reboques, e estes quando afundaram, acabaram por virar e afundar o rebocador.
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